Týkhe­ Associação de Psicanálise 

22/01/2019

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Apresentação de Pacientes

03/01/2017

Atividade restrita aos Associados e seus convidados

 

São cinco Instituições envolvidas nesta atividade: Týkhe - Associação de Psicanálise, Hospital João de Deus, Rede de pesquisa sobre as psicoses do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo, Instituto Vox, Seminário das Psicoses do CEP.

 

Coordenação:

Luis Américo Valadão  Queiroz - TYKHE - Associação de Psicanálise 

  

Beatriz Helena Martins de Almeida - Rede de pesquisa sobre as psicoses do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo 

 

José Waldemar Thiesen Turna - Seminário das Psicoses, Centro de Estudos Psicanalíticos

 

Mauro Mendes Dias - Instituto Vox 

 

Sandra Letícia Berta - Rede de pesquisa sobre as psicoses do Forum do Campo Lacaniano de São Paulo

 

Enunciado:

Jacques Lacan promoveu em sua prática o encontro da apresentação de pacientes com a psicanálise diferenciando-a da tradição psiquiátrica.

 

Na psiquiatria tal prática está orientada para o ensino. O apresentador ocupa o lugar de mestria e através da apresentação recolhe elementos da teoria, que seria aí demonstrada ilustrando uma patologia. Já na psicanálise Lacan utiliza-se da apresentação de pacientes como um dispositivo analítico, que envolve lugares distintos: paciente, entrevistador, público e os desdobramentos dessa experiência.

 

Desta maneira abre-se para o paciente a possibilidade da tomada da palavra, sem que esta seja uma confirmação de um suposto diagnóstico ou um determinado saber sobre o paciente possibilitando a assunção de seu lugar de sujeito. Para o analista, uma forma de transmissão da clínica no próprio momento em que ela se constitui.

Aqui a aposta é o testemunho da relação do analista/entrevistador com o inconsciente e com a teoria, distanciando-se da posição de mestre e detentor de um saber. Vale ressaltar que será a posição do analista e sua implicação com a psicanálise que farão a distinção entre uma apresentação psiquiátrica ou psicanalítica.

 

Quanto ao público, apesar de permanecer silencioso, não é passivo. É parte integrante da apresentação como um lugar terceiro, fazendo uma mediação entre paciente e analista, além de testemunhar sua própria receptividade (ou sua falta) ao sofrimento e desejo do outro. Em função destes pontos esclarece-se a utilização da nomeação "público" e não "plateia". Posteriormente às apresentações segue-se uma discussão com o público e o entrevistador, sem a presença do paciente, e a partir de então, as quatro instituições envolvidas darão seguimento ao trabalho no interior de cada uma. A  Týkhe - Associação de Psicanálise manterá as discussões e elaborações das apresentações de pacientes na Sessão Clínica. 


 

 

 

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